Uma contra-narrativa pelo respeito dos direitos humanos

Uma contra-narrativa pelo respeito dos direitos humanos

Temos assistido na Europa - e um pouco por todo o mundo - a uma vaga crescente de movimentos incitadores de violência. Alvos privilegiados deste movimentos nacionalistas e xenófobos, os migrantes e as minorias sofrem cada vez mais ataques morais e episódios de exclusão social. Esta tendência, por si só já muito grave, é ainda mais preocupante por existir uma profunda fractura entre quem justifica estes episódios, à luz da necessidade de garantir uma maior segurança, e quem os rejeita por completo, por serem atos antidemocráticos e sobretudo lesivos dos diretos humanos.

Neste processo, as plataformas digitais, ao lado dos media tradicionais, desempenham um papel tão determinante quanto ambíguo, contribuir quer para a atenuação do conflito, quer para a sua propagação. Isto porque, se é verdade que, por um lado, as redes sociais são utilizadas por várias iniciativas de sensibilização que visam combater os fenómenos de ódio raciais, por outro lado, as próprias redes são disseminadoras de informação falsa, podendo dar origem a atos violentos e crimes de ódio.

Com o objetivo de promover uma contra-narrativa que defenda a importância e o respeito pelos direitos humanos, foi criado um consórcio liderado pela ONG italiana GVC e integrado por sete outras organizações, representativas de cinco países europeus: Itália, Grécia, Portugal, Eslovénia e Chipre. Em Portugal a 4Change trabalha em parceria com a Universidade Lusófona. O objetivos é promover uma contra-narrativa que defenda a importância e o respeito pelos direitos humanos.

Desta colaboração, nasce o projecto MigratED que pretende envolver professores e formadores de escolas e instituições da região de Lisboa no esforço de consciencialização geral e interpessoal, aliando os media tradicionais aos digitais e tendo como ferramentas principais o “vídeo participativo” e o trabalho entre pares dos participantes mais jovens.

Sabendo do desafio que professores e formadores enfrentam no uso de ferramentas digitais mas tendo também em conta o seu papel fundamental na verdadeira mudança de mentalidades, MigratED pretende facilitar o envolvimento através de meios digitais e a aproximação aos temas das migrações para apoiar um trabalho efetivo e profícuo com os seus alunos - jovens entre os 15 e os 20 anos de idade definidos como público alvo deste projeto.

Todos os participantes são envolvidos na produção de materiais de sensibilização, em workshops e conferências, processo que culminará com a participação no Festival de Cinema Terra di Tutti, um evento anual em Bolonha que usa o filme e o vídeo como ferramentas para promover questões sociais e os direitos humanos.

Para mais informação sobre o projeto MigratED: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.


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